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  • Christiane Dumont

5 Coisas que aprendi com o Coronavirus


Eu acredito que tudo que acontece na vida tem uma razão para acontecer.


Cabe a nós enxergar o aprendizado escondido por de atrás de cada evento. Mas isso é uma escolha de cada um.


Eu prefiro viver a vida assim, porque saio de cada evento mais forte e mais evoluída, não importa o quão perturbador ele seja.


Até agora, o COVID-19 me ensinou 5 lições que levarei para a vida toda.


DESAPEGO

O que é mesmo desapegar? Aprendi recentemente com meu mentor que desapego é fazer a sua parte e entregar o que você não pode controlar para o universo.


Às vezes, ficar apegado aos problemas, aos sentimentos de angústia, nos faz sentir mais seguros. Sabe por que? Porque parece que estamos fazendo alguma coisa para resolver o problema. Ficar em casa, usar máscara, lavar as mãos o tempo todo é chato pacas. Ficar reclamando disso o tempo todo, ou se deixar levar pela frustração que isso causa, é apego.


Este vírus não é algo que você criou. Vocênão é responsável por sua existência.


Porém, você pode ser responsável por sua evolução ou involução. Se você fizer a sua parte que é de ficar dentro de casa e evitar o convívio social, estará fazendo algo de útil. O resto, você entrega para quem você quiser, para Deus, para o universo, e depois é sóesperar tudo passar.


Isso me leva ao meu segundo aprendizado:


PACIÊNCIA

A verdade verdadeira é que ninguém sabe exatamente como esse vírus surgiu, assim como ninguém sabe exatamente quando ele desaparecerá de vez.


O que eu vejo na China são pequenas e constantes evoluções. Um dia a gente volta a ouvir o barulho das obras. No outro, os jardineiros voltam a povoar os canteiros com seus chapéus triangulares. Os restaurantes estão voltando a abrir. Já há pessoas andando sem máscara pelas ruas.


Já disseram que o Governo vai permitir que as escolas reabram, mas os professores das escolas internacionais ainda precisam voltar à China e cumprir a quarentena. Ninguém sabe exatamente quando tudo vai se normalizar de vez.


Como disse um amigo meu, ficar andando no convés de um navio, de um lado para outro, não fará o navio chegar mais rápido, e ainda vai deixá-lo exausto. Aprendamos a esperar.


O terceiro aprendizado foi o da:


DISCIPLINA.

O isolamento exige disciplina, como mencionei no post 7 Dicas para Lidar Melhor com o Isolamento durante o Coronavirus. Precisamos criar uma nova rotina dentro das nossas casas que seja capaz de nos manter motivados. O problema é que nossa mente adora o que é familiar e fica nos jogando de volta a antigos comportamentos. Então, a disciplina entra para nos ajudar a nos manter comprometidos com uma nova agenda.


A disciplina está também em obedecer às pessoas que estão administrando essa crise. Quem não gosta de tomar um chopp no fim de tarde ou caminhar na praia de manhã? Só que os governos estão nos pedindo para não fazer isso agora. Será que não somos mais capazes de obedecer? Por que precisamos questionar tudo que nos pedem? Nossa história política nos levou a sermos um povo cético e desconfiado, mas este não é o momento de exercer a nosso ceticismo. O que me leva ao próximo aprendizado:


Aqui na China, por conta do regime comunista, temos uma sensação de que o governo está fazendo algo por nós. Não é muito claro o que ele está fazendo nem como está fazendo, mas o sentimento é de que alguém está tomando conta da população.


Esse sentimento poderoso nos leva a oferecer nossas testas para medir a temperatura mesmo que não nos peçam; que nos faz usar nossas máscaras e ficar em casa o máximo possível.


No Brasil, nossa fé não está num governo ou num presidente ou num partido. Ela está no intangível: nos deuses, nos santos, nos guias, nas orações.


Tanto faz por que canal sua fé se manifesta. O importante é mantê-la viva.


E meu último e mais poderoso aprendizado é a:


SOLIDARIEDADE

Aqui na China, os grupos no Wechat nos dão a chance de nos ajudar mutuamente. Seja trocando nossas experiências ou simplesmente mandando uma palavra de conforto uns paras os outros.

No auge do coronavirus, quando pipocavam notícias desencontradas e catastróficas, perguntei no nosso grupo de brasileiras, Amigas de Shenzhen, quem estava ficando na China por livre e espontânea vontade. Foi o depoimento de cada uma dessas mulheres que me tranquilizou na minha decisão de passar por esta crise aqui mesmo, perto do meu marido e filho.


A solidariedade também se manifesta quando damos suporte àqueles que estiveram presentes por nós o tempo todo: o mercadinho do bairro, a professora de yoga ou nossas empregadas. Fazer uma compra a mais, ou pagar por uma aula que você poderia fazer de graça no Youtube ou manter o salário de nossas empregadas, mesmo que não possam vir trabalhar, é exercer a solidariedade.


Como diz minha mãe, há sempre alguém que precisa mais do que nós ou pode menos do que nós.


Esses são os principais aprendizados que tirei desta fase do coronavirus que, para mim, está com jeitão de estar chegando ao fim.


Em toda perda, há sempre um ganho. Tente achar o seu.


E, como já ofereci no post passado, estou mantendo meu curso, VOCE 2.0, gratuito para que as pessoas possam aproveitar este momento para investi no seu autodesenvolvimento. Ele, com certeza, vai ajudá-lo a passar bem por essa crise e sair ainda melhor dela.


No mais, na China ou no Brasil, estamos juntos!


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